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ONU nomeia conselho consultivo para mudanças climáticas

Secretário geral da ONU nomeia membros para grupo consultivo de alto nível para mobilização de recursos

Fonte: http://www.un.org/News/Press/docs/2010/sga1223.doc.htm
(05/03/2010 / Organização das Nações Unidas)


O Secretário-Geral das Nações Unidas Ban Ki-moon selecionou os membros para o novo Grupo Consultivo de Alto Nível para Financiamento das Mudanças Climáticas, que trabalhará na mobilização dos financiamentos prometidos para as mudanças climáticas durante a Conferência das Nações Unidas de Copenhague, no último dezembro.

O Grupo, formado por 19 especialistas, será co-presidido pela Sua Excelência Sr. Gordon Brown, Primeiro Ministro do Reino Unido da Grã Bretanha e Irlanda do Norte, e por Sua Excelência Sr. Meles Zenawi, Primeiro Ministro da República Federativa Democrática da Etiópia, e incluirá a participação da Sua Excelência Sr. Bharrat Jagdeo, Presidente da República da Guiana e Sua Excelência Sr. Jens Stoltenberg, Primeiro Ministro da Noruega. Juntos, formarão uma união de oficiais de alto nível, de ministérios e bancos centrais, assim como especialistas em financiamento público, desenvolvimento e assuntos relacionados.

O Grupo foi estabelecido pelo Secretário-Geral para que fossem estudadas as fontes de receitas por financiamentos potenciais para atividades de mitigação e adaptação em países em desenvolvimento, e para promover o progresso de questões chave ao longo de 2010.

Experimentalmente, está agendada a primeira do Grupo no dia 29 de março, em Londres. Espera-se que o Grupo atinja alguns resultados iniciais antes da sessão de negociação da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima, que ocorrerá entre os dias 31 de maio e 11 de junho. O relatório final será submetido à Secretaria-Geral das Nações Unidas e aos presidentes, atual (Dinamarca) e futuro (México), da Conferência da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima em novembro de 2010.

A seguir, a lista dos membros do Grupo Consultivo de Alto Nível da Secretaria-Geral das Nações Unidas para Financiamento das Mudanças Climáticas:

 

Chefes de Estado e Governantes 


- Meles Zenawi, Primeiro Ministro da República Federativa Democrática da Etiópia (Co-Presidente)

- Gordon Brown, Primeiro Ministro do Reino Unido da Grã Bretanha e Irlanda do Norte (Co-Presidente)

- Bharrat Jagdeo, Presidente da República da Guiana

- Jens Stoltenberg, Primeiro Ministro da Noruega

Outros membros (em ordem alfabética)

- Embaixador Pedro Luiz Carneiro de Mendonça, Subsecretário-Geral de Assuntos Econômicos e Tecnológicos, Ministério de Relações Exteriores, Brasil

- Soumaïla Cissé, Presidente, Comissão da União Econômica e Monetária do Oeste Africano

- Ernesto Cordero Arroyo, Ministro de Finanças, México

- Donald Kaberuka, Presidente, Banco Africano de Desenvolvimento

- Caio Koch-Weser, Vice-Chairman, Grupo Deutsche Bank

- Jean-Pierre Landau, Segundo Vice-Governador do Banco da França

- Trevor Manuel, Ministro na Presidência do Planejamento Nacional, África do Sul

- Bob McMullan, Membro do Secretário Parlamentar para Assistência ao Desenvolvimento Internacional, Austrália

- Mutsuyoshi Nishimura, Assessor Especial do Gabinete do Governo, Governo do Japão

- Tharman Shanmugaratnam, Ministro das Finanças, Singapura

- Lawrence H. Summers, Diretor do Conselho Econômico Nacional e Assistente do Presidente para Política Econômica, Estados Unidos da América

- Montek Singh Ahluwalia, Vice-Presidente, Comissão de Planejamento, Governo da Índia

- George Soros, Presidente, Soros Fund Management

- Nicholas Stern, Professor de Economia e Governo, Escola de Londres de Economia (London School of Economics)

- Zhu Guangyao, Assistente do Ministro, Ministério de Finanças, República Popular da China


Comentários


Autor: roosevelt s. fernandes
O segmento empresarial e as mudanças climáticas Pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (Dez. / 2009) identificou que 97% das indústrias têm conhecimento do tema mudanças climáticas, com 33% admitindo conhecer bem o assunto. Em relação ao porte das empresas que admitem conhecer bem o tema, observa-se um equilíbrio entre as de pequeno (30,2%) e as de grande porte (36,5%), evidenciando que o conhecimento está identificado ao longo de toda a cadeia industrial. Para 47% das empresas afetadas em relação à obrigação de reduzir as suas emissões de gases com efeito estufa, acreditam que os custos serão significativos (17,2% não souberam responder). Os setores industriais que admitem ser afetados estão o de refino de petróleo, borracha, couro, vestuário, entre outras. No segmento industrial 69% acreditam que a preocupação com o meio ambiente é o estímulo mais representativo para que as empresas reduzam suas emissões de gases. O percentual de empresas que pretendem adotar medidas de redução das emissões passa de 42,7% no segmento das pequenas para 66,4% entre as grandes empresas. Destaque para os setores de álcool, bebidas e borracha. A sondagem especial da CNI evidencia que 62% das indústrias que conhecem o tema mudanças climáticas já adotaram ou pretendem adotar ações que reduzam suas emissões de gases. O destaque entre as que já adotaram ações concretas fica com os setores de álcool (91,7%), borracha (80,0%) e refino de petróleo (72,7%). Observa-se que 75% das indústrias pesquisadas reduziram ou pretendem reduzir o consumo de energia tendo como objetivo a redução de suas emissões de gases estufa. Estas ações se prendem a redução do consumo (74,9%), a substituição de fontes de energia (42,6%) seguido da instalação de equipamentos para medir e controlar as emissões (30,4%), merecendo destaque que entre as empresas que admitiram não adotarem nenhuma ação nos próximos dois anos, destaca-se a doção do processo de inventário de suas emissões, informação básica para qualquer empresa iniciar qualquer processo de intervenção em relação à redução das emissões. Entre os fatores que levam as indústrias a atuarem em termos de redução de suas emissões tem-se: preocupação com o meio ambiente (69,2%), imagem no mercado (44,0%), exigência legal (31,4%), incentivo fiscal ou creditício (28,0%), demanda dos clientes (12,8%) e oportunidades de lucro (11,0%). Quando perguntados a respeito do impacto sobre as empresas decorrentes das ações a serem adotadas, observa-se que a opção “não sabe” oscilou (comparativamente entre os grupos que admitem conhecer pouco e conhecer bem o problema das mudanças climáticas) entre 4,8% e 23,4%. A opção “não afeta os negócios da empresa” varia, na mesma escala de comparação, entre 24,7% e 33,8%. Entre as ações adotadas pelas empresas tem-se: redução do consumo de energia (74,9%), substituição de fontes de energia para outras de menor nível de emissão (42,6%), instalação de equipamentos para medir e controlar as emissões (30,4%), desenvolvimento de projetos que compensem as emissões (24,3%), estímulo aos fornecedores para que reduzam suas emissões (21,9%), elaboração de inventário de suas emissões (19,4%) e financiamento de ações desenvolvidas por terceiros (2,8%). No fim de Maio para saber o que a sociedade da Grande Vitória pensa a respeito desse mesmo tema, pesquisa desenvolvida pelo Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental, que trará informações importantes para melhor conhecer o cenário das mudanças climáticas. Roosevelt S. Fernandes Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental / NEPA

Autor: roosevelt s. fernandes
Estamos iniciando uma pesquisa na Região da Garnde Vitória (ES) uma pesquisa de avaliação da percepção ambiental da sociedade frente a problema´tica das Mudanças Climática (+- 5% de erro / 95% de intervalo de confioança). Temos interesse em apoair -sem ônus - a realaização da mesma pesquisa em outras regiões. Roosevelt S. Fernandes, M. Sc. Núcleo de Estudos em Percepção Ambiental / NEPA roosevelt@ebrnet.com.br

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