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Monitoramento do desmatamento nas UCs é fruto de parceria entre a FAS e IMAZON

A metodologia envolve detectar áreas de mudança de cobertura do solo através do sensoriamento remoto e a verificação local quando se fizer necessário

Fonte: Fundação Amazonas Sustentável
(03/05/2010 / Manaus/ AM)

Por Monick Maciel

Monitorar o desmatamento nas unidades de conservação combinando ferramentas de geotecnologia e informação local. Esse é o objetivo da parceria realizada entre a Fundação Amazonas Sustentável (FAS) e o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que vai gerar relatórios sobre o desmatamento de maneira sistemática nas unidades de conservação do Amazonas atendidas pelo Programa Bolsa Floresta. O projeto já está em fase de execução.

A metodologia envolve detectar áreas de mudança de cobertura do solo através do sensoriamento remoto e a verificação local quando se fizer necessário. Por outro lado, o processo contínuo do monitoramento deverá fomentar uma rede capilarizada de informações nas unidades de conservação, conectando o morador local às ferramentas de geoprocessamento.

“A importância desta parceria está na sinergia entre a reconhecida competência em geoprocessamento do Imazon e a capilaridade e presença da FAS nas unidades de conservação”, destacou o superintendente técnico científico da FAS, João Tezza Neto.

As unidades de conservação que estão previstas no projeto são aquelas já atendidas pelo Bolsa Floresta: RDS do Juma, Resex Catuá Ipixuna, RDS Amanã, RDS Uacari, RDS Rio Amapá, RDS Mamirauá, RDS Uatumã, RDS Piagaçu Purus, RDS Cujubim, RDS Canumã, Resex Rio Gregório, RDS Rio Madeira, Florest Maués e RDs Rio Negro. Mais de 6,8 mil famílias são atendidas pelo Programas nas UC´s, o que corresponde a uma rede de mais de 30 mil pessoas.

Área de monitoramento

Área atendida pelo projeto de monitoramento

De acordo com o coordenador Técnico de Geoprocessamento da FAS, Rafael Valente, o projeto tem como diferencial fomentar dentro das comunidades a maior participação dos comunitários para monitorar possíveis casos de desmatamento. “O foco em avaliar a dinâmica de emissões e sequestro de carbono florestal nas UCs, decorrente da atividade humana é um componente fundamental para valorização dos serviços ambientais oriundos de florestas tropicais”, acrescentou. Ele destacou ainda que “isso implica na necessidade de desenvolvimento de uma metodologia adequada de monitoramento que seja capaz de gerar análises precisas e em escala compatível às atividades agro-florestais familiares”.

Rafael Valente é o responsável técnico pelo projeto por parte da FAS, e o pesquisador sênior Carlos Souza Junior, pelo Imazon. O superintendente Técnico Científico da FAS, João Tezza Neto, e a Secretária Executiva do Imazon, Brenda Brito do Carmo, são responsáveis pelo acompanhamento e aprovação do projeto.


Comentários


Autor: Sergio Gomes de Souza
Sim tudo bem, gostei muito de saber sobre esta noticia de monitoramento remoto, é muito importante para as nossas florestas e reforça bastante o trabalho dos ambientalistas nas UCS do amazonas. Mas, como ficam as áreas a qual não estão sobre o controle das UCS, principalmente onde estão sendo exploradas com desmatamento para abertura de pastagens para a Agropecuária.

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